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EZ Topology: design de interface para sistemas de rede complexos

Estruturei a experiência do EZ Topology e traduzi configurações técnicas de rede em fluxos operacionais lógicos para profissionais de infraestrutura.

Empresa
Harpia Networks
Papel
UX/UI Designer Júnior
Contrato
PJ, 3 meses
Ano
2020
100%
Fluxos mapeados. A experiência completa, do login até a entrega do mapa de rede por e-mail.
DS
Design system. Biblioteca de componentes com tokens, variantes e estados, pronta para o front-end.
4
Jornadas críticas: autenticação, setup, mapeamento de nós e resultados, com feedback visual explícito.
☾
Dark mode nativo, para reduzir a fadiga visual no ambiente de trabalho dos profissionais de TI.

Sobre o produto

Uma ferramenta técnica projetada para uso imediato

O contexto do EZ Topology pedia um design focado no posicionamento claro da ferramenta e na eficiência de quem usa.

A Harpia Networks criou o EZ Topology para automatizar a descoberta de redes de computadores pelo mapeamento da topologia física. O trabalho manual deu lugar a um processo concluído em poucos minutos, com os resultados organizados direto no e-mail do cliente.

O modelo de negócio exige uma curva de aprendizado quase nula. O usuário compra tokens, instala o agente de coleta e conecta o sistema à rede. A identificação dos dispositivos acontece de forma automática, via protocolo SNMP.

O público inclui profissionais de suporte N2, estudantes de infraestrutura e administradores de rede. Essas pessoas dominam protocolos complexos e procuram interfaces que facilitem o dia a dia sem horas de treinamento ou leitura de manual.

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EZ Topology: plataforma de mapeamento automático da topologia física de redes.

O desafio

Organizar dados densos numa interface funcional

O EZ Topology lida com conceitos muito específicos, como protocolos SNMP, endereços IP e configurações Meraki. Expostos do jeito errado, esses termos travariam o uso e a eficiência do sistema inteiro.

O principal desafio foi projetar uma camada externa que desse legibilidade a processos internos muito técnicos.

Cada tela precisava deixar claro o que o usuário tinha de fazer, por que e o que esperar como resultado. Esse nível de clareza evita erros de configuração e mantém o fluxo de trabalho constante.

  1. Configurações técnicas sem contexto

    Botões e atalhos de SNMP, Meraki e CDP precisavam de explicações visuais integradas, para dispensar a documentação externa.

  2. Setup fragmentado

    Criar um novo projeto tinha risco alto de abandono em várias etapas do funil.

  3. IPs em lote

    A interface precisava validar dezenas de endereços em tempo real sem poluição visual nem confusão.

  4. Carregamentos demorados

    Descobrir uma rede inteira leva vários minutos. A interface precisava mostrar o progresso de forma ativa para não gerar ansiedade.

  5. Público heterogêneo

    O design precisava acomodar do estudante iniciante de TI ao administrador de redes sênior.

  6. Poucas referências de mercado

    Na época, o segmento nacional não tinha padrões visuais modernos e consolidados para ferramentas desse porte.

Meu papel e DesignOps

Arquitetura de experiência e design system aplicados ao produto

Fui responsável por toda a camada visual da solução. Cada decisão de componente partiu das necessidades lógicas do sistema e das expectativas dos clientes reais.

Desenvolvi os wireframes, a interface em alta fidelidade e um design system inicial no Figma. Conduzi o processo de forma artesanal, priorizando a precisão técnica e a clareza que o público da ferramenta exige.

  • Wireframes e arquitetura de informação

    Os fluxos vieram antes de qualquer decisão visual. Mapeei cada ponto de escolha e as possíveis rotas de erro, para a navegação funcionar de forma sólida e previsível.

  • Interface em alta fidelidade

    Telas finais com os estados padrão, hover, foco, erro, carregamento e vazio documentados. O feedback constante evita falhas silenciosas em operações críticas.

  • Design system no Figma

    Biblioteca de componentes com tokens de cor para dark mode, tipografia e espaçamento. Os nomes espelhavam a estrutura que o front-end usaria no handoff.

  • Templates reutilizáveis

    Fluxos recorrentes padronizados em templates de formulários de configuração e de tabelas de resultados, para manter a consistência e evitar retrabalho.

Onboarding com ilustrações 3D e um caminho direto até o primeiro uso.

Solução visual

Dark mode como decisão técnica de usabilidade

O dark mode veio do contexto de uso. Profissionais de infraestrutura passam o expediente em ambientes com pouca luz e precisavam de um layout que cansasse menos a vista.

A paleta parte de tons de roxo e azul-escuro profundo. Os mesh gradients aparecem só nos momentos de primeiro contato (login, splash e onboarding); as telas internas usam superfícies neutras para manter o foco no conteúdo.

A identidade junta um aspecto tecnológico a um acabamento sofisticado, sem perder legibilidade durante operações complexas.

Login: o mesh gradient como linguagem de marca na porta de entrada.
Splash: a identidade consolidada antes do primeiro uso.

Decisões de design que sustentam a experiência

  • Gradientes como hierarquia

    Gradientes densos só em login, splash e onboarding, para causar impacto. A área interna ficou com superfícies neutras, que leem mais rápido.

  • Barra lateral como âncora

    Navegação lateral fixa com os projetos, os dados da conta e o saldo de tokens. O botão de compra ganhou destaque para o upsell sem invadir o espaço útil.

  • Tipografia funcional

    Rótulos de configuração, descrições de contexto e alertas separados por uma hierarquia rígida. A clareza tipográfica previne erros graves no preenchimento.

  • Estados explícitos

    Comportamento visual de botões e links mapeado. O aviso imediato de um componente inativo ou de um erro de digitação acelera a correção.

  • Controles com contexto

    Os controles de SNMP, Meraki e CDP vêm com um pequeno texto de apoio. O cliente entende a função técnica no momento do clique, sem guia em PDF.

  • Ilustrações 3D no onboarding

    Ilustrações 3D para mostrar os benefícios práticos do sistema antes mesmo da configuração inicial.

Experiência

O fluxo completo até a entrega do mapa de rede

Uma jornada contínua, pensada para tirar o atrito de cada etapa, da autenticação à notificação final.

  1. Login e autenticação

    O login recebe o usuário com um gradiente em roxo e azul, que já posiciona a marca. O erro diz exatamente o que foi digitado errado e como corrigir. A recuperação de senha usa ilustrações para suavizar um momento tenso.

  2. Onboarding direto ao ponto

    Três telas curtas, com ilustrações 3D, respondem o que a ferramenta faz, por que usar e como começar, sem tutorial longo.

  3. Setup de novo projeto

    Os campos aparecem em etapas, para reduzir a carga cognitiva. Os seletores de protocolo têm texto de apoio, e o configurador de limite de nós cruza o tamanho da rede com o gasto estimado em tokens, deixando o custo sempre claro.

  4. Mapeamento de nós e validação

    A área aceita digitação manual e upload de CSV. A validação acusa IPs fora do formato em tempo real e bloqueia dados que quebrariam ou atrasariam a varredura.

  5. Descoberta e resultado

    A tela de rastreamento mostra que o processo está ativo. A tabela lista os equipamentos encontrados, com filtros rápidos, e o mapa completo vai por e-mail no fim do processamento.

Galeria

As telas entregues

O fluxo aprovado do EZ Topology, do login ao resultado. Toque numa tela para ampliar.

Reflexão final

Design de qualidade para ferramentas técnicas

O EZ Topology mostrou a importância de um design rigoroso em sistemas de operação densa.

Interfaces de produtos de infraestrutura afetam a segurança dos dados e a agilidade da manutenção. Informação ambígua quebra a eficiência e mina a confiança do time de tecnologia na plataforma.

Mantive o foco em equilibrar a nomenclatura técnica original com uma arquitetura de dados visualmente organizada: um layout limpo, que preserva a exatidão dos comandos e acelera a configuração da rede.

  • 0→1 Produto do zero

    Componentes e fluxos originais, sem base anterior, da pesquisa à biblioteca finalizada.

  • 4 Fluxos completos

    Autenticação, onboarding, setup e mapeamento, com os caminhos de acerto e de falha.

  • DS Design system

    A biblioteca central no Figma, com tokens nomeados e prontos para a engenharia.

  • ✓ Handoff técnico

    Templates e lógicas de estado descritos junto dos padrões de código, para zerar os ruídos de implementação.

Contato

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